Abrir uma Empresa nos Estados Unidos: O Que Todo Empresário Precisa Saber Sobre o Visto L-1

Para muitos empresários brasileiros, a ideia de expandir operações para os Estados Unidos vai muito além de uma oportunidade de negócios. Trata-se de uma estratégia de proteção patrimonial, diversificação de receitas e acesso a uma economia mais estável e previsível.

Em um cenário marcado por oscilações cambiais, insegurança jurídica e desafios econômicos recorrentes, não é raro que empreendedores busquem alternativas para dolarizar seu patrimônio e posicionar suas empresas em mercados mais competitivos. E poucos mercados são tão atraentes quanto o norte-americano.

O que muitos empresários ainda não sabem é que não precisam escolher entre manter uma empresa de sucesso no Brasil e construir uma nova vida nos Estados Unidos. Em determinadas situações, é possível fazer ambas as coisas simultaneamente por meio do Visto L-1.

O que é o Visto L-1?

O Visto L-1 foi criado para permitir a transferência de executivos, gerentes e profissionais estratégicos de uma empresa estrangeira para uma empresa relacionada nos Estados Unidos.

Na prática, ele funciona como uma ponte entre a operação brasileira e a operação americana, permitindo que empresários e executivos assumam funções de liderança em uma filial, subsidiária ou empresa afiliada em território norte-americano.

O visto é dividido em duas categorias principais:

  • L-1A: Executivos e Gerentes

Destinado a profissionais que ocupam posições de liderança e possuem autoridade para tomar decisões estratégicas, gerenciar departamentos, supervisionar equipes e conduzir os rumos da empresa.

Para empresários brasileiros, a categoria mais utilizada costuma ser o L-1A, especialmente pela possibilidade de futuramente servir como base para a obtenção do Green Card.

  • L-1B: Profissionais com Conhecimento Especializado

Voltado para colaboradores que possuem conhecimento técnico avançado sobre processos, produtos, tecnologias ou operações essenciais ao funcionamento da empresa.

  • O diferencial que poucos conhecem: o L-1 New Office

Uma das maiores vantagens do programa é a possibilidade de abrir uma operação do zero nos Estados Unidos.

Conhecido como L-1 New Office, esse modelo permite que uma empresa brasileira estabeleça uma nova filial ou subsidiária em solo americano e transfira um executivo para liderar a implantação e o crescimento da operação.

Em outras palavras, não é necessário que a empresa americana já exista há anos. O próprio projeto de expansão internacional pode servir como fundamento para o pedido do visto.

Quais são os requisitos para aprovação?

Embora seja uma excelente ferramenta de expansão internacional, o L-1 exige planejamento e uma estrutura empresarial consistente.

  • A empresa brasileira precisa continuar operando

Um dos requisitos fundamentais é demonstrar que a empresa no Brasil continuará ativa após a abertura da operação nos Estados Unidos. O objetivo do governo americano não é transferir integralmente a empresa para outro país, mas criar uma relação empresarial legítima entre as duas operações.

  • O executivo precisa ter histórico na empresa

O profissional transferido deve ter trabalhado na empresa brasileira por, pelo menos, um ano contínuo nos três anos anteriores ao protocolo da petição. Esse requisito demonstra que a transferência faz parte de uma necessidade real do negócio e não de uma tentativa de utilizar a empresa apenas como veículo migratório.

  • Estrutura organizacional importa

Outro aspecto frequentemente analisado pelo USCIS é a posição ocupada pelo beneficiário dentro da empresa. No caso do L-1A, não basta possuir o título de gerente ou diretor. É necessário demonstrar, por meio de organogramas, descrição de funções e documentos corporativos, que o profissional efetivamente exerce atividades executivas ou gerenciais.

Diferenças entre o L-1 tradicional e o L-1 New Office

Quando a empresa americana já está em funcionamento, o desafio costuma ser comprovar a relação societária entre as empresas e as funções executivas desempenhadas pelo beneficiário.

Já no caso do L-1 New Office, além desses requisitos, torna-se essencial apresentar um plano de negócios robusto, demonstrando como e onde a nova operação será estruturada, quais empregos serão criados e como a empresa se tornará operacional nos Estados Unidos.

As vantagens estratégicas do Visto L-1

Além da oportunidade de expansão empresarial, o L-1 oferece benefícios importantes para toda a família.

O cônjuge do titular recebe autorização para trabalhar nos Estados Unidos, podendo atuar em qualquer empresa ou até mesmo empreender. Isso proporciona maior segurança financeira e flexibilidade durante o processo de adaptação da família. Já os Filhos solteiros menores de 21 anos, estes podem acompanhar o titular e estudar em escolas americanas.

Ademias, o Visto L-1 é um dos caminhos mais estratégicos para o Green Card. A legislação migratório permite que, após o desenvolvimento da operação americana e o cumprimento dos requisitos legais, empresários consigam realizar a transição para o Green Card por meio dessa categoria destinada a executivos e gerentes multinacionais.

O mito dos milhões de dólares

Um dos maiores equívocos envolvendo o Visto L-1 é acreditar que ele exige investimentos milionários. Na realidade, essa exigência está associada ao programa EB-5, que possui requisitos específicos de investimento e geração de empregos.

O L-1 segue uma lógica diferente.

A legislação não estabelece um valor mínimo obrigatório de investimento.

O que o governo americano espera é que a empresa demonstre possuir recursos suficientes para iniciar suas operações, manter sua estrutura, contratar funcionários e executar um plano de crescimento viável. Em outras palavras, o foco não está no valor investido, mas na consistência do projeto empresarial.

Uma empresa de tecnologia, uma consultoria, uma agência de marketing, uma indústria ou uma prestadora de serviços podem apresentar necessidades financeiras completamente distintas. O que importa é que o investimento seja compatível com a realidade do negócio e com os objetivos da expansão.

Planejamento é o que transforma um projeto em aprovação

Expandir uma empresa para os Estados Unidos envolve muito mais do que abrir um CNPJ americano ou alugar um escritório. É necessário alinhar estratégia empresarial, planejamento financeiro, estrutura societária, plano de negócios e uma petição migratória sólida.

Quando esses elementos trabalham em conjunto, o Visto L-1 se torna uma das ferramentas mais eficientes para empresários brasileiros que desejam internacionalizar seus negócios e construir um caminho legítimo para a residência permanente nos Estados Unidos.

O sucesso da sua expansão internacional começa com uma estratégia jurídica bem estruturada.

Se você é empresário, sócio ou executivo e deseja entender se o seu negócio atende aos requisitos do Visto L-1, entre em contato com nossa equipe pelo e-mail contato@maiaradias.adv.br ou WhatsApp +1 321 960 3080, e agende uma análise personalizada.

Um planejamento adequado é o primeiro passo para levar sua empresa além das fronteiras e construir novas oportunidades nos Estados Unidos.

Credencial da FIFA não é Visto! O Visto “I” e o alerta para jornalistas na Copa de 2026

A Copa do Mundo de 2026 está movimentando milhões de pessoas, gerando oportunidades comerciais bilionárias e atraindo profissionais de mídia de todas as partes do mundo. Jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas, influenciadores digitais, produtores de conteúdo e equipes de marketing desembarcam diariamente nos Estados Unidos para cobrir o maior evento esportivo do planeta.

Mas, longe dos gramados e das arquibancadas lotadas, uma realidade tem chamado a atenção nos bastidores da imigração americana: profissionais credenciados para a Copa estão sendo submetidos a longas inspeções em aeroportos, tendo seus equipamentos analisados e, em alguns casos, sendo impedidos de entrar no país.

O motivo é mais simples do que muitos imaginam: possuir uma credencial da FIFA não significa possuir autorização migratória para trabalhar nos Estados Unidos.

E é justamente aí que mora o perigo.

O ERRO QUE PODE CUSTAR A COBERTURA DA COPA

Todos os anos, milhares de profissionais acreditam que um visto de turismo (B1/B2) ou até mesmo a simples autorização de viagem (ESTA) é suficiente para participar de eventos internacionais.

Durante a Copa de 2026, esse equívoco tem se tornado ainda mais frequente.

Muitos jornalistas independentes, videomakers, produtores de documentários, podcasters e criadores de conteúdo receberam credenciamento oficial para acessar estádios, centros de treinamento e coletivas de imprensa. Outros foram contratados por marcas, patrocinadores ou veículos de comunicação para produzir conteúdo relacionado ao torneio.

O problema é que o credenciamento esportivo e a autorização migratória são coisas completamente diferentes.

Para o governo americano, o que importa não é apenas onde você estará, mas principalmente o que você fará em território americano. Se a sua viagem envolve atividade jornalística, produção de conteúdo informativo ou cobertura profissional de eventos, a análise migratória pode ser muito diferente daquela aplicada a um simples turista.

O QUE É O VISTO “I” E QUEM REALMENTE PRECISA DELE?

O Visto “I” foi criado especificamente para representantes de meios de comunicação estrangeiros.

A categoria contempla profissionais que trabalham para organizações de mídia sediadas fora dos Estados Unidos, incluindo: Jornalistas, Repórteres, Fotógrafos, Cinegrafistas, Equipes de documentários, Editores, Produtores de conteúdo jornalístico, e Profissionais de rádio, televisão e mídia digital.

A legislação americana é clara ao estabelecer que representantes da mídia estrangeira que viajarão aos Estados Unidos para exercer sua profissão devem possuir o visto apropriado, mesmo que sejam cidadãos de países participantes de programas de isenção de visto.

Na prática, isso significa que o foco da análise não está apenas no cargo que a pessoa ocupa, mas na natureza da atividade que será realizada durante a viagem.

OS CRIADORES DE CONTEÚDO

Se há alguns anos a discussão era limitada a jornalistas tradicionais, hoje ela alcança um grupo muito maior.

A ascensão das redes sociais transformou influenciadores, youtubers, podcasters e produtores independentes em verdadeiros veículos de comunicação. E as autoridades migratórias sabem disso.

Um criador de conteúdo que viaja para produzir entrevistas, cobrir partidas, acompanhar bastidores, realizar transmissões ou gerar conteúdo informativo para seu público pode acabar sendo enquadrado de forma semelhante a um profissional da imprensa tradicional.

O mesmo ocorre com videomakers, freelancers e equipes contratadas por marcas para documentar a participação de atletas, patrocinadores ou delegações durante o evento.

Em muitos casos, a simples alegação de que se trata de um “influenciador digital” não afasta a necessidade do Visto “I”.

OS RISCOS DE UTILIZAR UM VISTO DE TURISMO

É justamente aqui que surgem os maiores problemas.

O visto B1/B2 foi criado para turismo, negócios limitados e atividades específicas autorizadas pela legislação migratória.

Ele não autoriza o exercício de atividades profissionais típicas da mídia.

Quando um viajante entra nos Estados Unidos como turista, mas carrega equipamentos profissionais, cronogramas de gravação, contratos de publicidade ou pautas de cobertura jornalística, o risco de questionamento aumenta significativamente.

Caso as autoridades concluam que a pessoa pretende trabalhar em atividade incompatível com o visto apresentado, as consequências podem ser severas. Entre elas o cancelamento imediato do visto, recusa de entrada no país, e dificuldades futuras para obtenção de novos vistos.

Em situações mais graves, o viajante pode enfrentar períodos prolongados de impedimento para retornar aos Estados Unidos.

POR QUE A FISCALIZAÇÃO ESTÁ MAIS RIGOROSA DURANTE A COPA?

Grandes eventos internacionais sempre geram aumento na fiscalização migratória.

No entanto, a Copa do Mundo de 2026 ocorre em um cenário particularmente sensível para as autoridades americanas. O governo dos Estados Unidos tem investido cada vez mais em mecanismos de análise de risco, verificação documental e fiscalização eletrônica.

Na prática, isso significa que o oficial de imigração não avalia apenas o passaporte e o visto. Dependendo das circunstâncias, podem ser analisados e-mail profissionais, equipamentos, perfis em redes sociais, reservas relacionadas ao trabalho.

Quando existe incompatibilidade entre o motivo declarado da viagem e as evidências encontradas, o resultado costuma ser uma inspeção secundária aprofundada.

A IMPORTÂNCIA DA DOCUMENTAÇÃO CORRETA

Outro ponto que tem gerado dificuldades é a falta de documentação adequada.

O Visto “I” exige que o profissional demonstre vínculo legítimo com uma organização de mídia estrangeira ou com um projeto jornalístico compatível com a categoria.

Por isso, cartas de empregador, contratos de prestação de serviços, credenciais profissionais e documentos que descrevam detalhadamente a atividade a ser realizada tornaram-se peças fundamentais do processo.

Pedidos apresentados às pressas, sem organização documental ou com informações inconsistentes, enfrentam maiores riscos de atrasos, exigências adicionais e até negativas.

E durante um evento com datas fixas como a Copa do Mundo, um atraso de poucas semanas pode significar perder completamente a oportunidade de cobertura.

CONCLUSÃO

Cobrir uma Copa do Mundo representa o auge da carreira para muitos profissionais e uma oportunidade estratégica para inúmeras agências e empresas de mídia.

Mas existe uma diferença fundamental que não pode ser ignorada: a credencial da FIFA abre as portas dos estádios; quem abre as portas dos Estados Unidos é o visto correto.

Em um cenário de fiscalização cada vez mais rigorosa, confiar apenas no credenciamento esportivo ou tentar utilizar um visto de turismo para exercer atividades jornalísticas pode colocar em risco contratos, patrocínios, investimentos e a própria reputação profissional. Planejamento migratório deixou de ser um detalhe burocrático. Hoje, ele faz parte da estratégia da cobertura.

Se sua agência enviará profissionais para os Estados Unidos ou se você é um jornalista, videomaker, produtor ou criador de conteúdo com projetos confirmados para a Copa do Mundo de 2026, não deixe que uma questão migratória comprometa meses de planejamento.

Nossa equipe é especializada em Vistos “I” para profissionais da mídia e atua em todas as etapas do processo, incluindo análise de elegibilidade, preenchimento de formulários, organização da documentação comprobatória, montagem do dossiê de evidências e preparação para a entrevista consular.

Entre em contato conosco através do e-mail contato@maiaradias.adv.br ou WhatsApp: +1 321 960 3080 e agende agora sua consulta.